Gestão de Transporte

Comparativo do Custo total de Propriedade de Softwares locais e SaaS

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Comparativo do Custo total de Propriedade de Softwares locais e SaaS
Hivecloud
Escrito por:
Atualizado em 10 de dezembro de 2021

Índice

    No mercado econômico atual, o elevado nível de competitividade entre as transportadoras faz com que elas sofram cada vez mais pressão para reduzir custos, mas sem abrir mão da qualidade dos serviços. Nesse cenário, os gestores precisam avaliar cuidadosamente o TCO (Total Cost of Ownership) para tomar a decisão correta na hora de comprar, aposentar ou evoluir um aplicativo, levando em conta as soluções mais modernas disponibilizadas pelas empresas de tecnologia.

    O TCO, ou “Custo Total de Propriedade”, é um cálculo de todos os gastos diretos e indiretos ligados à aquisição de uma solução de TI, considerando todo o seu ciclo de vida.

    Apenas aquelas companhias que ficam atentas às mudanças constantes que impactam seu TCO e que adotam novas tecnologias conseguem se manter competitivas. E pensando em ajudá-lo a escolher a melhor solução para o seu negócio, fizemos um comparativo entre os softwares locais (On-Premise) e os softwares como serviço (SaaS). Acompanhe:

    A comparação de preços

    Um dos principais benefícios do SaaS é o seu investimento inicial, que é bem menor que o licenciamento perpétuo do software local, permitindo que a transportadora destine recursos financeiros para outros fins ao longo do tempo. Você poderia comprar, por exemplo, uma licença on-premise por R$40 mil, com custos adicionais de atualização anual de R$2 mil. Ou, uma assinatura SaaS por apenas R$6 mil por ano.

    Por cinco anos, a assinatura anual do SaaS totalizaria em R$30 mil, enquanto os custos com licença e atualizações do software on-premise seriam de R$50 mil. Essa economia de R$20 mil proporcionada pela primeira solução poderia ser investida em estratégias de marketing e relacionamento com clientes, por exemplo.

    Há ainda outros benefícios que poderão tornar essa solução ainda mais rentável ao longo do tempo, como o aumento da disponibilidade, mobilidade, flexibilidade e segurança. De acordo com estimativas da IDC, o software como serviço vai superar significativamente o software local, crescendo quase cinco vezes mais rápido do que o mercado de software como um todo. Ainda segundo a consultoria, as vendas de SaaS chegarão a R$370 milhões de dólares até o final de 2015.

    A economia de custos

    Para entender a verdadeira economia gerada pelo SaaS, o gestor deve ter uma visão que vai além das assinaturas e do licenciamento. Isso porque a transportadora não precisa alocar recursos para manter uma equipe interna. Com um sistema SaaS, o fornecedor assume o “trabalho pesado” de hospedagem e manutenção do software e garante a segurança dos dados, eliminando assim os custos com TI.

    O on-premise, por outro lado, necessita de uma infraestrutura – servidores e bancos de dados – para alimentar o software e garantir a proteção das informações. E caso o sistema pare de funcionar devido a uma falha de hardware, este será um grande problema que o gestor terá que enfrentar. No mundo da TI, a natureza imprevisível dos problemas torna difícil a tarefa de calcular exatamente quanto você terá que investir para manter o sistema em funcionamento, o que pode aumentar significativamente seu TCO.

    A aquisição de hardwares

    O hardware é outro item que normalmente é ignorado pelos gestores. Hoje, muitos sistemas on-premise têm uma arquitetura baseada na internet. Logo, eles exigem um menor poder de computação do desktop e a empresa não precisa investir em novos computadores. Contudo, terá que gastar com um novo hardware de servidor para alimentar adequadamente a aplicação – e esse custo pode alavancar o valor do TCO. Além disso, ela teria que arcar com os gastos anuais para mantê-lo funcionando perfeitamente. Com o SaaS, a organização não precisa investir num hardware para hospedar o seu aplicativo e sentir a “dores” financeiras causadas por ele.

    O ciclo de atualização

    Ao adquirir um software on-premise, a transportadora provavelmente terá que substituí-lo em cinco anos, e seu custo de reposição será semelhante ao do investimento inicial. Além disso, ela terá que atualiza-lo para uma versão mais recente, o que demanda ainda mais gastos.

    O SaaS elimina a necessidade de comprar uma nova versão quando a anterior está ultrapassada e as difíceis atualizações, além da aquisição de licenças únicas. Isso explica o fato dos TCOs do software on-premise e do SaaS divergirem em torno de cinco anos.

    De acordo com um estudo realizado pela consultoria Hurwitz & Associates, o custo total de propriedade das aplicações baseadas em SaaS é até 77% menor do que as tradicionais soluções on-premise. Ainda segundo ele, modelo software as a service oferece implementação mais rápida, redução de riscos, maior produtividade e flexibilidade para a transportadora.